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Guerra das Correntes: como Thomas Edison perdeu o controle da empresa que virou a General Electric

Guerra das Correntes: como Thomas Edison perdeu o controle da empresa que virou a General Electric

Em 1892, o nome de Thomas Edison foi retirado da fachada da empresa que ele próprio havia fundado para levar luz elétrica ao mundo. O inventor da lâmpada incandescente, provavelmente o inventor mais célebre de todos os tempos, perdeu a chamada Guerra das Correntes. E perdeu, em grande parte, para um ex-funcionário. A história de como isso aconteceu é uma das lições mais duras, e mais atuais, do mundo dos negócios: nenhum produto, por mais genial que seja, vale mais do que a disposição de trocá-lo por um superior.

Quem foi Thomas Edison, o criador da fábrica de invenções

Thomas Edison registrou mais de mil patentes nos Estados Unidos ao longo da vida. Da sua mente e do seu laboratório saíram o fonógrafo, a câmera de cinema e, em 1879, a primeira lâmpada incandescente comercialmente viável. Mas talvez sua criação mais influente não tenha sido um objeto, e sim um modelo de negócio: no laboratório de Menlo Park, em Nova Jersey, Edison organizou a pesquisa industrial em escala, uma verdadeira fábrica de invenções, precursora dos departamentos de pesquisa e desenvolvimento que hoje movem gigantes da tecnologia.

Edison também entendia algo que muitos inventores ignoram: um produto isolado não cria um mercado. De que adiantava vender lâmpadas se ninguém tinha eletricidade em casa? Por isso, ele construiu o sistema completo, geradores, fiação e medidores de consumo.

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