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Empresas que viraram lenda

Por que a Rolex não tem dono: a fundação de caridade por trás da marca de luxo mais desejada do mundo

Por que a Rolex não tem dono: a fundação de caridade por trás da marca de luxo mais desejada do mundo

A Rolex não tem dono. Não há acionista cobrando resultado, não há herdeiro bilionário, não há ações negociadas em bolsa. A marca de relógios mais desejada do planeta pertence a uma fundação de caridade sediada em Genebra. E é justamente essa estrutura incomum que permite à empresa fazer algo que praticamente nenhuma outra companhia do mundo consegue: recusar dinheiro de propósito, vendendo menos relógios do que o mercado pede, ano após ano, década após década.

Para entender como uma das empresas mais lucrativas do setor de luxo chegou a esse arranjo, é preciso voltar mais de um século no tempo, até um jovem alemão órfão que apostou contra o senso comum da sua época.

Hans Wilsdorf e a aposta no relógio de pulso

Em 1905, em Londres, Hans Wilsdorf, um alemão órfão de vinte e poucos anos que trabalhava com importação de relógios, olhava para um mercado com uma convicção rígida: homem de respeito usava relógio de bolso. O relógio de pulso era visto como coisa de mulher, um acessório frágil, impreciso, quase uma joia. Wilsdorf apostou no contrário. Para ele, o futuro estava no pulso.

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