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Empresas que viraram lenda

Power by the Hour: como a falência da Rolls-Royce criou o modelo de negócio mais copiado da indústria

Power by the Hour: como a falência da Rolls-Royce criou o modelo de negócio mais copiado da indústria

Em fevereiro de 1971, o nome mais respeitado da engenharia mundial estava, tecnicamente, morto. A Rolls-Royce, símbolo máximo da indústria britânica, entrou em falência e só não desapareceu porque o governo do Reino Unido decidiu estatizá-la. O motivo da intervenção não era sentimental: a empresa era estratégica demais para a defesa do país. E foi justamente dessa quase morte que nasceu uma das ideias de negócio mais copiadas do mundo, a decisão de parar de vender motores de avião e passar a vender hora de voo.

A origem da Rolls-Royce: o engenheiro perfeccionista e o aristocrata da velocidade

A história começa em 1904, com uma dupla improvável. Henry Royce era um engenheiro obcecado por perfeição, filho de família pobre, que trabalhava desde criança. Charles Rolls era um aristocrata apaixonado por velocidade e um dos primeiros vendedores de carros da Inglaterra. A divisão de tarefas era clara: Royce fazia as máquinas, Rolls as vendia para a elite.

A marca virou sinônimo de excelência tão rapidamente que até hoje se diz que algo é “o Rolls-Royce” de sua categoria para indicar que é o melhor. Há, porém, um detalhe trágico nessa fundação: Charles Rolls morreu em 1910, em um acidente de avião, um dos primeiros da história da aviação britânica. Ironia do destino, porque foi exatamente a aviação que se tornaria o coração da empresa.

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