Doutrinados a agir dentro de um molde cultural, influenciados e influenciando, aprendemos a criar um singelo manual para cada pessoa que passa pelas nossas vidas. Um passo a passo de como agir e reagir, liderados pelo nosso cérebro e pelo nosso coração. Sempre que nos lembramos de algo, buscamos informações em nossa “experiêncioteca”, num simples piscar de olhos.
Esse manual é alimentado a todo momento, desde as nossas provas mais alegres até as mais desapontadoras. Em uma reunião entre amigos, por exemplo, se alguém disser que ama animais, inconscientemente um rótulo é criado e esse contexto vai direto para alguma página do manual que criamos dessa pessoa. Se essa pessoa cometer um erro qualquer, toda a conjuntura do acontecido não será apenas mais uma página, mas sim a própria capa do manual, e, quando nos recordarmos dela, a primeira coisa que virá à nossa mente será isso.
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Claro, por que se atentar a todo o conteúdo se a capa já o resume? É muito mais cômodo, rápido e fácil olhar para a capa e pronto, certo? É assim que a nossa mente age. O segredo é saber identificar quando ela o faz.
Vá até os manuais empoeirados na sua estante e dê um update interno e externo neles, com uma boa dose de otimismo, pois, se você sintonizar na rádio pessimista, o que irá receber é tudo relacionado a isso. Assim, lapidamos o nosso próprio conceito, saindo do modo automático.
Lembre-se sempre: o Dr. Erro é equânime, não é bom nem ruim, é apenas um fato! Você tem o poder de transformá-lo em algo bom e obter uma sabedoria dele, ou em algo ruim, se o encarar como um fracasso. Não foque sua energia somente na crítica ou na idolatria das diversas “capas”. Não se esqueça: existe conteúdo dentro delas.