Cada episódio do Conselho do Futuro é uma aula sobre uma pessoa, uma empresa ou uma ideia que mudou como o mundo trabalha, decide ou ganha dinheiro. A aula sai em vídeo, em áudio, em texto e em um minuto. Antes de sair, passa por um processo que vale a pena conhecer, porque é ele que decide o que você vai levar a sério aqui.
1. Primeiro a pesquisa, depois o texto
Nenhum roteiro é escrito de memória. Antes da primeira linha existe um dossiê: entre 13 e 18 buscas em fontes abertas — biografias, imprensa da época, arquivos de universidades, documentos públicos — reunidas num arquivo com fontes nomeadas, números datados e citações com origem. O episódio do Schumpeter, por exemplo, partiu de 21 fontes, 15 números e 10 citações; o do Adam Smith, de 26 fontes.
Se o dossiê falha, o episódio não é produzido. Um roteiro sem fonte não entra na biblioteca.
2. O que entra e o que não entra
- Número, data e nome próprio entram quando têm origem verificável. Na dúvida, generaliza-se ou corta-se. Um número errado ensinado é pior do que um número a menos.
- A pessoa é o assunto; a empresa é o caso. Um episódio sobre Kotler cita a Coca-Cola; não vira um documentário sobre a Coca-Cola.
- Tragédia pessoal não é gancho. Morte, doença ou desgraça de alguém podem estar na história; nunca são o título.
- A lição tem nome. Todo episódio termina com o que aquela história ensina para quem trabalha, quer empreender ou já empreende — três ou quatro pontos práticos, não um conselho vago.
3. O título é conferido contra o texto
Depois de escrito, o título é comparado com o roteiro por um verificador independente. Se afirma algo que o roteiro não sustenta — ou inverte quem fez o quê a quem — é rejeitado e reescrito. Isso existe porque já erramos: um título disse que Maquiavel foi torturado “pelos mesmos que ele serviu”. Ele serviu à República de Florença; quem o torturou foram os Medici. O texto estava certo, o título não. Hoje isso não passa.
4. As imagens são conferidas uma a uma
Cada foto que aparece na tela é comparada com o que está sendo dito naquele segundo, e com a legenda que a acompanha. Foto da pessoa errada, imagem fora do assunto, legenda que nomeia quem não está na tela — tudo isso reprova o vídeo antes da publicação. Para figuras históricas, os retratos vêm de acervos de domínio público, com a fonte guardada.
5. As matérias
A biblioteca não é organizada por data. É organizada por nove perguntas, que formam o currículo da escola:
1. Como se pensa — como saber se o que você acha é verdade
2. Como o poder funciona — quem manda de verdade, e como se mantém
3. Como o dinheiro funciona — de onde vem o valor, e quem fica com ele
4. Como se cria do nada — como alguém sem nome e sem dinheiro constrói algo que dura
5. Como se organiza o trabalho — como muita gente produz junto sem virar caos
6. Como se convence — por que as pessoas compram o que compram
7. Como se compete e se perde a posição — por que quem está ganhando é quem mais corre risco
8. Como tudo desaba — o que dava para ver antes, e ninguém viu
9. O que fica depois — o que acontece com o que você construiu quando você sai
Cada episódio é uma aula dentro de uma dessas matérias. Quem entra na biblioteca pode percorrê-la por assunto, e cada aula aponta a próxima na mesma matéria.
6. O que fazemos com os erros
Quando um episódio erra — uma imagem trocada, um título impreciso, uma frase que não se sustenta — o erro é corrigido no ar e vira uma regra no processo, para que não se repita. Esta página é atualizada quando o método muda.
7. Fontes
Todo artigo termina com a lista das fontes usadas. Se você encontrar um erro, avise pela comunidade ou pela newsletter — os dois estão no rodapé. Erros confirmados são corrigidos e registrados.
Última revisão: setembro de 2026.