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Van Gogh: como um artista que vendeu um único quadro em vida virou uma marca de bilhões

Van Gogh: como um artista que vendeu um único quadro em vida virou uma marca de bilhões

Vincent van Gogh pintou quase novecentos quadros em apenas dez anos de carreira. Em vida, há registro confirmado da venda de exatamente um. Hoje, suas telas são avaliadas na casa das centenas de milhões de dólares, e o museu dedicado a ele recebe cerca de dois milhões de visitantes por ano em Amsterdã. Entre um extremo e outro dessa história não existe mágica, nem redescoberta acidental. Existe uma das operações mais impressionantes de capital paciente e gestão de ativos já registradas, conduzida não pelo artista, mas por duas pessoas que o mercado quase esqueceu: seu irmão Theo e sua cunhada Johanna.

Quem foi Van Gogh antes da pintura: uma sequência de fracassos

Vincent van Gogh nasceu na Holanda em 1853, filho de um pastor protestante, e passou a juventude colecionando insucessos. Trabalhou em uma galeria de arte e foi dispensado. Tentou ser professor. Tentou ser pregador entre mineradores na Bélgica, e a própria igreja o afastou da função.

Só decidiu se dedicar à pintura por volta dos vinte e sete anos, uma idade em que a maioria dos artistas da época já tinha carreira consolidada. Van Gogh começava do zero: tarde, sem formação acadêmica sólida e sem dinheiro. Do ponto de vista de qualquer investidor racional do século XIX, era o pior ativo possível para se apostar.

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