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Joseph Schumpeter: o economista que quebrou em 1924, pagou dívida que não devia e criou o conceito de destruição criadora

Joseph Schumpeter: o economista que quebrou em 1924, pagou dívida que não devia e criou o conceito de destruição criadora

Em 1924, o homem que explicaria ao mundo como o capitalismo destrói empresas viu o próprio banco quebrar, perdeu tudo o que tinha e assumiu uma dívida que a lei não o obrigava a pagar. Levou onze anos quitando. O nome dele era Joseph Schumpeter, e a palavra que ele popularizou, disrupção, hoje é dita em toda reunião de conselho, todo pitch de startup e todo comitê de investimento do planeta.

A história vale menos pelo brilho acadêmico e mais pela contabilidade humana envolvida. Schumpeter foi ministro por sete meses, banqueiro de fachada por três anos, falido por mais de uma década, e só então virou o economista que a posteridade decorou. O caminho até lá explica melhor a ideia dele do que qualquer resumo do livro.

Quem foi Joseph Schumpeter e por que ele importa

Schumpeter nasceu em 1883, na Morávia, então parte do Império Austro-Húngaro. Ele mesmo gostava de lembrar a coincidência: veio ao mundo no ano em que Karl Marx morreu e no mesmo ano de John Maynard Keynes, o economista britânico cujas ideias moldariam a política econômica do século vinte e ainda hoje sustentam boa parte do debate sobre gasto público.

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