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Sun Tzu, A Arte da Guerra: vencer sem lutar e a cidade murada da guerra de preço

Sun Tzu, A Arte da Guerra: vencer sem lutar e a cidade murada da guerra de preço

Toda vez que alguém diz “escolha as suas batalhas”, “conheça o seu inimigo” ou “a melhor vitória é a que não precisa de luta”, está citando um livro chinês de treze capítulos escrito há cerca de 2.500 anos: A Arte da Guerra. O autor, se existiu, foi um general chamado Sun Wu, que conhecemos como Sun Tzu, “Mestre Sun”.

O que se sabe

A China dos séculos VI e V a.C. era um mosaico de reinos em guerra permanente. O historiador Sima Qian, escrevendo por volta de 100 a.C., conta que Sun Wu serviu ao rei Helü, do reino de Wu, e comandou o exército na campanha de 506 a.C., quando Wu derrotou Chu na batalha de Boju e tomou a capital inimiga. Mas a crônica mais antiga dessa guerra, o Zuo Zhuan, escrita mais perto dos fatos, descreve a campanha inteira e não cita Sun Wu uma vez. Por isso boa parte dos historiadores acha que o livro foi compilado depois, entre os séculos V e IV a.C., e atribuído a um general lendário.

Uma coisa é certa: o texto é antigo de verdade. Em 1972, arqueólogos abriram uma tumba da dinastia Han em Yinqueshan, na província de Shandong, e encontraram milhares de tiras de bambu com trechos de A Arte da Guerra praticamente iguais ao que se lê hoje, além de um segundo tratado, de um estrategista chamado Sun Bin. O livro da livraria é, no essencial, o mesmo enterrado há mais de dois mil anos.

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