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Peter Drucker e a General Motors: o relatório que a GM ignorou e a Toyota transformou em império

Peter Drucker e a General Motors: o relatório que a GM ignorou e a Toyota transformou em império

Em 1943, a maior empresa do mundo abriu as portas para um estrangeiro sem diploma de administração e disse, em essência: entre, olhe tudo, escreva o que você vir. Três anos depois, quando o livro chegou às livrarias, a empresa passou a agir como se aquele homem nunca tivesse pisado ali. O estrangeiro era Peter Drucker, austríaco naturalizado americano que viria a ser reconhecido como o pai da administração moderna. A empresa era a General Motors, hoje uma das grandes montadoras americanas, na época o maior conglomerado industrial do planeta.

A história do que a GM fez com aquele diagnóstico, e do que os japoneses fizeram com ele, é um dos casos mais didáticos de custo real da vaidade corporativa.

Quem era Peter Drucker antes de virar Peter Drucker

Drucker nasceu em Viena, em 1909, numa família judaica de classe alta. A casa vivia cheia de gente discutindo economia e música. Entre os conhecidos da família estava Joseph Schumpeter, o economista austríaco que cunhou a ideia de “destruição criativa”, a noção de que o novo prospera destruindo o velho. Drucker cresceu ouvindo esse tipo de conversa e, no começo dos anos 1930, foi trabalhar na Alemanha como jornalista econômico.

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