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VII · Como se compete e se perde a posição

Clayton Christensen e a inovação disruptiva: o que é disrupção e por que o líder perde

Clayton Christensen e a inovação disruptiva: o que é disrupção e por que o líder perde

Toda empresa hoje quer ser disruptiva. A palavra aparece em apresentação de startup, em relatório de banco, em anúncio de vaga. Quem a colocou no mundo foi um professor de Harvard, num artigo de 1995. E doze anos depois ele usou a própria teoria para prever que o iPhone ia fracassar.

Quem era

Clayton Christensen estudou economia na Universidade Brigham Young, em Utah, onde dividiu a sala de aula com Mitt Romney. No meio do curso passou dois anos como missionário na Coreia do Sul e voltou falando coreano. Ganhou a bolsa Rhodes para Oxford, fez o MBA em Harvard em 1979, trabalhou anos no mercado e voltou para Harvard perto dos quarenta para o doutorado. A pergunta da tese era estranha: ninguém se espanta quando uma empresa mal administrada quebra. Ele queria entender por que empresas bem administradas, que ouvem o cliente e investem certo, também quebram. A resposta que encontrou é desconfortável. Elas quebram justamente por fazer tudo certo.

O aço: o exemplo que explica tudo

Nos anos 1960 surgiram nos Estados Unidos as miniusinas, siderúrgicas pequenas que derretiam sucata. O aço delas era pior, mas custava uns 20% menos. O único produto que o mercado aceitava delas era o vergalhão, a barra de ferro que vai dentro do concreto. Para as grandes siderúrgicas o vergalhão era um negócio ruim, com margem bruta de 7% e só 4% da produção. Elas ficaram felizes de abandonar aquele pedaço do mercado.

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