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Bernard Arnault: como o dono da LVMH construiu o maior império do luxo do mundo

Bernard Arnault: como o dono da LVMH construiu o maior império do luxo do mundo

Em 1984, um engenheiro francês de 35 anos, que nunca havia vendido uma bolsa na vida, comprou uma empresa têxtil falida por um único motivo: dentro dela existia uma marca chamada Christian Dior. Quatro décadas depois, esse mesmo homem, Bernard Arnault, disputa ano após ano o título de pessoa mais rica do planeta, com uma fortuna que ultrapassa os 150 bilhões de dólares. A história de como ele montou a LVMH, o maior conglomerado de luxo do mundo, dono de Louis Vuitton, Dior, Tiffany e mais de setenta marcas, não é uma história de glamour. É uma história de guerra corporativa, promessas quebradas e cálculo frio.

O taxista que conhecia a Dior, mas não o presidente da França

Bernard Arnault nasceu em 1949, no norte da França, filho do dono de uma construtora. Formou-se na École Polytechnique, a escola de engenharia mais prestigiada do país, e voltou para trabalhar no negócio da família. Poderia ter passado a vida erguendo casas, mas uma cena ficou gravada em sua memória. Em um táxi em Nova York, ele perguntou ao motorista se conhecia o presidente da França. O motorista não conhecia. Mas conhecia Christian Dior.

Aquilo revelou algo poderoso: uma marca de moda francesa era mais famosa do que o próprio país que a criou. Para um engenheiro treinado a enxergar valor onde os outros veem apenas tradição, essa constatação valia mais do que qualquer planilha.

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