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Como a XP quebrou o monopólio dos grandes bancos e chegou à Nasdaq

Como a XP quebrou o monopólio dos grandes bancos e chegou à Nasdaq

Em 2001, um corretor recém-demitido no Rio de Janeiro se mudou para Porto Alegre, alugou uma sala minúscula e montou uma empresa de investimentos que, no início, não vendia investimento. Vendia curso. Duas décadas depois, essa empresa valia bilhões de dólares na bolsa americana e tinha quebrado um monopólio que os cinco maiores bancos do Brasil levaram décadas para construir. Essa é a história da XP, e a decisão que a define até hoje não tem nada a ver com produto financeiro. Tem a ver com distribuição.

O começo improvável da XP Investimentos

O protagonista é Guilherme Benchimol, hoje um dos empresários mais conhecidos do mercado financeiro brasileiro e integrante da lista de bilionários da Forbes. No começo dos anos 2000, porém, ele era apenas um profissional demitido de corretoras no Rio de Janeiro que decidiu recomeçar do zero no Sul, ao lado do sócio Marcelo Maisonnave, cofundador da empresa. Os dois fundaram a XP com pouquíssimo dinheiro, em um escritório pequeno em Porto Alegre, e esbarraram em um problema que parecia insolúvel: o brasileiro não investia.

Na época, quem tinha dinheiro deixava na poupança ou no fundo indicado pelo gerente do banco. Bolsa de valores era vista como coisa de rico ou de maluco. Ninguém iria bater na porta de dois desconhecidos no Rio Grande do Sul para comprar ação. O mercado que a XP queria atender simplesmente não existia.

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